Em meio a pandemia do Coronavírus, disparada do Dólar gera dificuldades em se comprar medicamento para tratar HPN

Por Nathália Valle

A3 Online – 24/05/2020 | 8h

A epidemia de Coronavírus tem modificado o jeito com que todas as pessoas vivem as suas vidas.
Muitos tratamentos médicos passaram a ser realizado por telemedicina, aplicações de injeções passaram a ser feitas nas casas dos pacientes, e o isolamento social é um desafio
para todos.
Mas, uma coisa tem preocupado e muito, pacientes de doenças raras como a HPN.
A doença que destrói os glóbulos vermelhos do sangue, provocando anemias e uma série de outras infecções, tem apenas um medicamento dito eficaz contra si.
Chamado de Sorilis, a medicação é importada, e cada dose, é comprada em Dólar e custa US$ 5 Mil.

O problema é que, com os recentes acontecimentos da pandemia, e incertezas de mercado, a disparada do Dólar tem assustado, associações e pessoas que precisam da medicação.
Impedindo ou reduzindo, as compras dos medicamentos.
Cada paciente, precisa de 4 a 6 doses de Sorilis por mês, para que possa sobreviver.
O tratamento então, gira entorno de US$ 20 Mil.

Cada medicação dessa, que antes era comprada em uma média de R$ 18,5 Mil na conversão direta até abril, viu rapidamente e de maneira drástica, este patamar mudar.
A Sorilis, é vendida a R$ 30 Mil, na conversão direta.
Isso, cada dose.
O que significa que um paciente que necessite de 4 doses, teria um gasto de R$ 120 Mil por mês.
Se o número fosse de 6 doses, esse valor se elevaria ainda mais, chegando a R$ 180 Mil mensal.

O governo federal, é o único que por força de uma lei, consegue comprar o medicamento mais barato.
Para a União, as doses não podem custar mais que R$ 12,9 Mil, independente do preço que o laboratório pratica para vendas particulares.
O problema é que, a Sorilis, assim como a HPN é rara, é um medicamento raro, a ser comprado..

Existe uma alta demanda, muitas ações judiciais, e quase nem uma atitude por parte do Ministério da Saúde, para se garantir a medicação.
Desde o final do ano passado, pacientes tem relatado, não conseguir acesso ao remédio.
E isso só piorou, com a pandemia.
Desde março, cerca de 400 pacientes que tem ordens judiciais para receber o medicamento, não tem acesso a um frasco se quer da Sorilis.
Por causa disso, aumentaram os índices de internações e pessoas já morreram, ao interromper o tratamento da doença.
São ao menos 18 mortes registradas, segundo um levantamento feito pelo Instituto Melissa Elisa de Projetos Sociais do A3.
Que atende a 15 pacientes de HPN, ofertando a estes a Sorilis.
Mas até mesmo o Instituto, tem dificuldades em conseguir o medicamento agora, com sua base custando US$ 5 Mil, R$ 30 Mil, na conversão direta.
Até maio, o Instituto conseguiu fornecer a medicação para todos os pacientes atendidos pelo projeto Somos Raros.
Mas, isso pode mudar a partir de junho.

A escalada do Dólar, pode fazer a instituição se ver obrigada a suspender, ao em vez de ampliar, os medicamentos.
Seriam ao menos 6 pessoas, que perderiam acesso ao tratamento, pela falta de recursos para mantê-lo.
Isso representaria quase a metade do total de atendidos pelo programa, que concede a essas pessoas a Sorilis, essencial para sua sobrevivência.

A Diretora de Projetos Sociais do A3, e Presidente do Instituto, Jornalista Gabrielle Straus, disse que as conversas com o laboratório fabricante da Sorilis, são constantes.
Mas, que ainda não chegaram a um consenso, porque o laboratório alega que só o governo federal, pode comprar a medicação com o preço de R$ 12,9 Mil.
O desconto que o laboratório ofereceu a entidade, oferecendo o medicamento a R$ 18,5 Mil, valeu por cerca de 6 meses.
Mas foi encerrado em abril, quando a medicação passou a ser comprada pelo seu preço padrão.
Foi nessa linha que a disparada do Dólar, foi tornando cada dia mais inviável a compra.

O laboratório Alexion, responsável pela medicação e com sede nos Estados Unidos, mas que produz o medicamento na Europa, disse a Reportagem do Portal A3,
que tem experimentado uma expressiva queda na produção do medicamento, por falta de matéria prima, em razão da pandemia.
Por isso também, fica inviável nesse momento ofertar descontos a compra da medicação, ainda que o Instituto faça essas a larga escala.

Entre pacientes de HPN atendidos pelo Instituto Melissa Elisa, existem pessoas de todas as idades.
A mais jovem, uma criança de 6 anos, e a mais velha um homem de 52.
Todos, sem saber se terão as suas medicações a partir do mês que vem garantidas, ou quais deles poderão as receber.

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